quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Leitura do dia I

Estamos no fim da tarde, não tomei café da manhã, comi no almoço um prato com arroz e feijão, batata, cenoura, chuchu e mandioquinha refogada, farofa de carne, tudo isso com um copo gelado de suco de uva. Passei o dia todo conversando no MSN e agora pouco, comi um cachorro quente com duas salsichas. Nunca passarei nem em concurso de gari, jamais emagrecerei comendo assim. Para compensar, à noite não poderei nem sentir o cheiro de comida. Sou essencialmente hedonista, quero estar sempre dentro de um ciclo de prazer. Comida, sexo, aprovação e elogio à minha beleza, ao meu jeito e modo de pensar. Devo ter sido muito mimada, não, não fui mimada, não tive muita atenção dos pais. Então, devo estar exigindo ou compensando o que não tive. Imagino que inconscientemente penso assim: “não tive muita atenção na infância, não tive muitos prazeres, perdi o pai cedo e desde então o clima aqui foi melancólico. Agora, já adulta quero compensar, quero atenção, quero ser amada, irresistível e assim caminho à mediocridade.” Pensando bem, fui mimada pelos meus irmãos, mas eles compensaram a ausência da figura paterna (totalmente) e materna (parcialmente). Agora, sou adulta, não tenho mais maninhos e maninhas compensando, é, é isso... pois bem, até agora essa hipótese é a melhor. Como superar isso? Dizem que o mais difícil é descobrir a causa e aceitar. É mentira, isso é para não desestimular quem quer se tornar “alguém melhor”. Não há outra forma de vida humana senão viver em contrastes e contradições. Quem pensa o contrário não é sincero consigo e não pratica a reflexão. E provavelmente tem uma religião cujo divino substitui a figura paterna da melhor forma, sendo: onipresente, onipotente e eterno. E viverá eternamente uma criança no mundo da Disney, onde o mal está sempre no outro. Agora, não posso chutar o pau da barraca porque, se eu tivesse feito isso alguns anos atrás, estaria com 100 kg, sem namorado e provavelmente com HIV. Fechando o assunto, não tenho a ilusão de ser perfeita, pelo contrario, tenho a visão realista de que, se eu não mudar minhas atitudes, as coisas irão piorar. Algumas coisas nós podemos escolher, em espírito sou gorda e infantil emocionalmente, mas não posso deixar isso tomar conta de mim fazendo com que eu me comporte como tal, porque sei que tenho o poder sobre a minha vida e posso fazer com que as conseqüências, em sua grande parte seja positiva. O lance do divino, se ele existe ou não, não me importa. O que me importa é o aqui e agora. E hoje foi um dia em vão, fico emputecida e reflexiva. Amanhã espero me lembrar, sentir essa mágoa e tristeza de tal forma que resulte esperado.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O Começo

Nunca tive um blog, não sei como começar. Sem saída, darei continuidade do meu jeito. Tenho 24 anos, sou formada em biologia, faço pós em Gestão e Perícia Ambiental e tenho sonhos. Alguns são possíveis somente no mundo da Disney. Revelar-vos-ei:

*Emagrecer e pesar 50 kg, quero ficar magérrima. Sem muitas curvas. Tenho 1,70m;

*Ser culta à moda francesa (já que eles lêem mais livros);

*Passar no concurso que almejo;

*Correr como uma maratonista;

*Conhecer Peru, Chile e Argentina. Itália, Alemanha e Portugal. Egito e Índia;

*Financiar estudo e dar bolsa àqueles que são inteligentes, mas pobres. E precisam abandonar a idéia de fazer faculdade a fim de trabalhar, colocar comida e remédio dentro de casa.

*Lidar com minha ansiedade sem desenvolver compulsões e outros desvios.

*Ser hábil com as tintas, não precisa sair algo belo, mas efetivo.

Aqui será um canto em que desejo compartilhar o que acho interessante, incluindo a minha leitura de mim, do vizinho e do mundo.

Sejam Bem Vindos, sempre.